José encontrava-se agora numa nova e vantajosa posição, tinha-se tornado o segundo a seguir a Farão, rei do Egito. A sua habilidade administrativa levou a que Egito se preparasse para os anos de fome e escassez e toda a nação foi poupada de morrer e muitas nações vizinhas acudiam a ele para procurar alimento.
Jacó enviou a seus filhos a Egito para que procurassem alimento para que não morressem, sem imaginar que seu filho amado José estava ainda vivo. Quando os irmãos de José chegaram ante ele, não o reconheceram, mas José sim.
José deu-lhes uma lição, não tanto para punir-lhos, senão mas bem para testar se o coração deles continuava mau. Foram humilhados e José não contendo mais suas emoções, se revelou a eles, deixando-os espantados.
Toda a família, incluindo o pai Jacó foi acolhida e protegida por José, o qual entendeu que Deus o tinha preservado e guardado para esse momento, a fim de salvar aos seus e continuar o propósito de tornar-se uma nação tão numerosa como as estrelas do céu, conforme Deus tinha prometido a Abraão, Isaque e Jacó.
Deus sabe muito melhor que nós como fazer as coisas e que resultem em bem.
Jacó morreu em paz e rodeado de seus filhos aos quais abençoou e toda essa geração gozou da abundância e prosperidade do Senhor e começaram a multiplicar-se na terra de Egito.
Mas o princípio que quero chamar tua atenção em toda esta história é a atitude de José em relação a seus irmãos, a exceção de Benjamim, os quais foram maus para com José, já que o maltrataram e o venderam como escravo, com o intuito que morresse nesse processo, longe deles, porque o invejavam e odiavam por ser o favorito do seu pai.
José não tomou vantagem de sua nova posição, bastava dar uma ordem e seus irmãos podiam se tornar escravos ou ser executados, mas, José decidiu perdoar e esquecer as ofensas dos seus irmãos de sangue.
Em vez de punir-lhos, os salvou juntamente com suas famílias, esposas, filhos, netos. Procurou o bem de seu pai, para que vive-se confortavelmente os últimos dias da sua vida e não assistindo a destruição da sua família.
José foi bom, porque cobriu as faltas dos seus irmãos. O mesmo devo fazer, porque como ser humano e inclusive como cristão, as pessoas nos ofendem e devemos perdoar, assim como elas devem perdoar-nos quando nos ofendemos.
Deus ensina-nos que se perdoamos a aquele que nos ofende, então Ele perdoar-nos-á quando pedimos perdão, mas não haverá perdão de parte de Deus, senão perdoamos a quem nos ofende.
Aprendamos com José a ser misericordiosos e perdoadores.
pr. Carlos Arellano