11/08/2018

40 ANOS

Moisés é o homem dos 40 anos.

Foi criado no seio dos egípcios como um deles (Atos 7:22) até aos 40 anos.

Foi levado ao deserto à casa daquele que viria a ser o seu sogro (Êxodo 2:21), onde esteve mais 40 anos.

Voltou ao Egipto de onde tirou e conduziu o seu povo, com grande manifestação de Poder e Glória por parte de Deus, conduzindo o povo hebreu pelo deserto durante 40 anos, e levando-o às portas da Terra Prometida.

Apesar de toda esta dedicação a Deus, da mansidão de Moisés (Números 12:3), e de todas as suas qualidades, ele não entrou na Terra Prometida porque também desobedeceu, muito embora tenha sido impulsionado pela rebelião e teimosia do seu povo, mas com isto, Deus nos mostra que isso não é atenuante, e que é um Deus Justo.

Sabemos no entanto que Moisés está no seio de Deus, pois em Lucas 9:32, na transfiguração de Jesus, os seus discípulos mais chegados viram a Moisés e Elias.

O Apóstolo Paulo alerta os Coríntios, usando esta peregrinação do povo Hebreu pelo deserto (1 Coríntios 10:1-12), sublinhando que tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso.

E para nós, o conselho é este: aquele pois que cuida estar em pé, olhe não caia.

A viagem do Egipto para a Terra Prometida poderia ter durado poucos dias, afinal não eram mais de 200 quilómetros, mas a rebeldia deste povo era de tal ordem, o qual ao fim de três dias já murmurava por falta de água (Êxodo 15:23), e também quando foram espiar a Terra Prometida, dez deles voltaram com um relatório desanimador, por isso moraram 40 anos no deserto.

Por várias vezes este povo quis voltar para trás, constituindo outros chefes que os conduzissem de volta à escravidão, por várias vezes contestaram a autoridade de Moisés, fizeram um bezerro de ouro enquanto Moisés recebia as tábuas do testemunho (Êxodo 32:7-28).

Enfastiaram-se do Maná, tiveram saudades dos peixes, alhos e pepinos que comeram no Egipto, pediram carne, pediram água, pediram a morte, mas apesar de todas as dificuldades de sobrevivência num deserto, não faltou que comer e que beber para este povo de cerca de 2 a 3 milhões de almas, sem contar com o seu gado, e até os seus sapatos e vestes não se romperam (Deuteronómio 29:5)

Muitas pragas foram enviadas sobre este povo de dura cerviz, como mesmo Deus o disse a Moisés em várias ocasiões, fazendo com que morressem no deserto; os que infamaram a terra - (Números 14:37), mais de 14.700 - (Números 16:49), 24.000 - (Números 25:9), muita gente - (Números 21:6).

O deserto é considerado por Ezequiel como lugar de julgamento (Ezequiel 20:36-37).

Neste deserto o pão celestial cai do céu como chuva; a água celestial não cai como chuva, mas emerge de uma rocha.

O deserto é um mundo onde o alimento comum não está disponível, mas onde o povo eleito de Deus é alimentado com pão Divino e com água Divina.

É um mundo em que os profetas escolhidos, Moisés e Josué, e em grau menor Aarão e Miriam, conversam diretamente com Deus.

No deserto o povo reclamou, insubordinou-se, quis eleger outros líderes que não os escolhidos por Deus.

Se estás no deserto não reclames; enfrenta a situação, faz por chegar à Terra Prometida, imita a decisão de Josué e Calebe.

Se não mudares de atitude, se não tiveres um novo nascimento, perecerás no deserto.
Ob. Fernando Pinho

27/06/2018

O ARGUEIRO E A TRAVE


No sermão da montanha, Jesus alerta os seus discípulos para o juízo temerário, ou julgamento apressado, rápido, baseado apenas em impressões, suposições ou informações em segunda mão ou pior, baseado na maledicência.

Em Mateus 7:1-5, Jesus dá o exemplo prático do argueiro, ou cisco no olho, que incomoda mais aquele que possui à sua frente uma trave, do que o próprio titular do cisco.

Na prática, sabemos que um argueiro ou cisco, não passa de palhinha ou até pode ser uma limalha de ferro, coisa pequena mas que irrita bastante, faz lacrimejar, e por coçarmos em demasia, pode causar dor.

Com coisas práticas da vida terrena, Jesus ia ensinando e trabalhando os seus discípulos para as coisas espirituais e nesta ilustração, chama-se a atenção para todo aquele que critica, julga, condena, estando talvez numa situação pior.

A trave ou viga, é algo grande, forte, pode ser um problema grande, mas que supostamente, é deixado para trás, escondido, e levando as atenções dos outros para coisas pequenas, como o cisco.

Jesus chama mesmo de hipócrita todo aquele que quer tirar o argueiro do olho do seu irmão sem primeiro tirar a trave que está mesmo à sua frente.
Palavras de Jesus: Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Será que Jesus não quer que julguemos, discirnamos, façamos separação ou escolha? Quer sim, mas com condições.

Então todo aquele que tiver, segundo a linguagem do povo, rabos de palha ou telhados de vidro, não deve julgar os que estão na mesma situação, pois não tem moral para tal.
Para isso, deve primeiro resolver o seu problema e depois estará em condições de chamar a atenção, julgar, aconselhar, conforme Mateus 7:5b.

Olhemos para Gálatas 6:1, onde Paulo mostra como devemos proceder, dizendo também que devemos ter como condição, ser espirituais, ter mansidão, um fruto do espírito, também referido no capítulo anterior.

Com a medida com que julgarmos seremos julgados, então tenhamos a nossa vida em ordem primeiro, para que possamos depois ajudar os outros a colocar a sua vida em ordem.

Sejamos exemplo, imitemos Jesus Cristo.

 Ob. Fernando Pinho

05/06/2018

MILAGRES DE JESUS: 10 HOMENS COM LEPRA


Prosseguido no seu caminho para Jerusalém, chegaram aos limites da Galileia com Samaria. Quando entraram numa aldeia dali, dez leprosos pararam à distância bradando: “Jesus, Mestre, tem pena de nós!”

Olhando para eles, Jesus disse: “Vão mostrar-se ao sacerdote.”Enquanto iam a caminho, constataram que a lepra desaparecera.

Um deles voltou a procurar Jesus e lançando-se no chão diante de Jesus com o rosto em terra, dava em alta voz louvores a Deus e agradecia o que lhe tinha feito. Este homem era um samaritano.

Então Jesus perguntou: “Não eram dez os homens que curei? Onde estão os outros nove? Só este estrangeiro é que volta para dar glória a Deus?”, e disse para o homem, “Levanta-te, podes ir. A tua fé te salvou.” LUCAS 17:11-19

Os leprosos por causa da sua doença eram pessoas marginadas, postas de lado, só algumas pessoas misericordiosas se apiadavam deles, deixando alguma comida e roupas para ajudar-lhos, mas sempre mantendo distancia porque era uma doença contagiosa.

No seu desespero 10 leprosos abordaram Jesus procurando chamar sua atenção. Eles sabiam de Jesus e agora atravessa-lhes o caminho e não querem deixar passar essa oportunidade para clamar a Ele, quem sabe venha apiedar-se e os cure da sua lepra.

Jesus os envia ao sacerdote, já que a própria Lei de Moisés mandava isso, para que fossem revisados e comprovado sua cura e fossem restaurados a viver uma vida normal.

Jesus ao mandar-lhos ao sacerdote sabia que seriam curados no caminho e o milagre aconteceu. Glória a Deus!

Para Deus não há nada impossível e Ele continua fazendo milagres no dia de hoje. Pode ser que não tenhas lepra, mas talvez seja um cancro e os médicos já te mandaram a casa a morrer. Se estás a ler isto, clama a Deus que é pronto para estender sua mão misericordiosa.

O relato bíblico menciona que só um voltou para agradecer, um estrangeiro, e os outros nove seguiram seu caminho.

O verdadeiro milagre está em que fazemos após a cura milagrosa de Deus, seguimos nossa vida tão igual como antes, mas sem doença ou entendemos que Deus não só quer curar-nos da doença, senão que reconheçamos que Ele manifestou-se na nossa vida para ter uma relação continua com Ele, o inicio duma caminhada a dois, você e Deus.

Muitos procuram um benefício de parte de Deus, mas não lhes interessa Deus como os nove Ex leprosos. Mas há aqueles que querem Deus, agradecem a Deus pelo benefício, mas querem Deus pelo que Ele é e não pelo que Ele dá.

O propósito de Deus é salvar tua alma, o corpo e os bens um dia morrem.

pr. Carlos Arellano

30/05/2018

OBEDIÊNCIA OU DESOBEDIÊNCIA


Deus agrada-se mais da obediência do que de sacrifícios (1 Samuel 15:22b - Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros) 

Vemos na Palavra Sagrada exemplos vários destas duas variantes. 

Olhe-se para o caso de Naamã. Ficou este homem, o importante capitão do exército da Síria, curado de lepra. 

Foi o rei de Israel que o curou? Foi o profeta Eliseu? Foi a água do Jordão, no qual teve de mergulhar sete vezes? 

Não, foi a obediência à palavra do profeta Eliseu. 

Mas Naamã não aceitou inicialmente de bom grado a receção de que foi alvo; Eliseu mandou o seu servo transmitir o recado: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado, 2 Reis 5:10b. 

Naamã queria uma receção à altura do seu estatuto, idealizou até a forma como seria curado, 2 Reis 5:11, mas Deus não atua assim, segundo o que idealizamos, mas segundo a sua vontade e soberania. 

Aceitemos pois alegremente, a forma como Deus atua nas nossas vidas. 

Naamã ficou curado não só da lepra mas também da alma, pois reconheceu a partir daí, que não havia outro Deus senão em Israel, 2 Reis 5:15. 

Naamã foi transformado num novo e justo homem. 

Já o exemplo de Saul, o primeiro rei de Israel, é de lamentar. 

Tendo começado a sua missão como rei de Israel da melhor forma, foi um homem cheio do Espírito de Deus, profetizou até, mas não foi forte o suficiente para resistir aos apelos do mundo. 

Foi o profeta Samuel transmitir-lhe da parte do Senhor, a ordem de aniquilar totalmente aos amalequitas e Saul não refutou, recusou ou propôs alternativas, simplesmente foi, 1 Samuel 15:1-4. 

Mas durante a peleja, começou a desviar-se do que lhe tinha sido ordenado, 1 Samuel 15:9, E Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente. 

Saul falhou como líder e não impediu o povo de desobedecer, trazendo despojo proibido e rejeitado por Deus para o meio da congregação. E depois ainda atribuiu as culpas para o povo, desculpando-se perante Samuel. 

Líder tem que ser forte, santo, justo, exemplo de obediência a Deus. 

Aquilo também que Deus rejeita e condena não pode estar no meio do seu povo para o contaminar. 

Saul e o povo fizeram o mesmo que reciclagem, pouparam o melhor e destruíram o que era desprezível. Mas as ordens não foram essas. Importava obedecer e não cobiçar ovelhas e vacas. 

Naamã, inicialmente indignou-se, mas acabou por obedecer, no entanto Saul, tendo obedecido inicialmente, desviou-se depois das diretrizes e não cumpriu com o que lhe tinha sido ordenado. 

Jesus alerta em Mateus 21:28-32, com uma parábola sobre um homem que tinha dois filhos, em que pedindo a um para ir trabalhar na sua vinha, este disse-lhe que não ia, mas arrependeu-se e foi. Já o segundo filho, disse ao pai que ia e não foi. Então o primeiro é que fez a sua vontade. 

Importa obedecer, podemos até sugerir alterações, dizer que não fazemos, ou que não vamos, mas se nos arrependermos destas decisões e acabarmos por fazer a vontade de Deus, entraremos no seu reino. 

Saul foi rejeitado a partir daqui, como rei de Israel, e foi decaindo sempre, acabando muito mal a sua vida. 

E tu como queres acabar a tua vida? Salvo, independentemente do que possas ter feito? Arrepende-te e faz a vontade de Deus.
Ob. Fernando Pinho

01/05/2018

TESTEMUNHO CRISTÃO


Ter testemunho cristão não é para todos 

E mesmo perante um bom testemunho cristão, nem todos crêem. 

O apóstolo Paulo tinha um bom testemunho, leia-se Atos 28:23, mas apesar disso nem todos criam, leia-se também Atos 28:24. 

Mas o que é testemunho cristão? É dar testemunho de Cristo, anunciar o seu Amor e Plano de Redenção. 

Mas para testemunhar de Cristo é preciso ter uma vida de comunhão e obediência a Ele. É preciso ser puro e genuíno naquilo que somos e transmitimos. 

Ter um bom testemunho demora algum tempo e muitas vezes não queremos esperar, vamos logo falar de Deus às pessoas, usando de toda a retórica possível, sem que os corações estejam preparados. 

Se olharmos para a parábola do Semeador, vimos que há vários locais onde a semente cai, mas somente a que cai em boa terra dá fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. Mateus 13:8.

Então apesar de se ter bom testemunho, e é importante tê-lo, também é necessário que os corações estejam preparados para receber as Boas Novas. 

Tal não invalida a nossa participação em campanhas de evangelização, mas devemos sempre orar para que a Mensagem possa ser aceite por aqueles que dela necessitem, embora haja sempre quem a rejeite. 

Também nos preocupamos mais com a nossa imagem do que com o nosso testemunho. Imagem é superficial, aparente e frágil, aquilo que qualquer um pode ver, mas testemunho deve ser algo tão poderoso, que até alguém que esteja próximo de nós, deve sentir a presença de Deus. 

Não foi sem razão que a mulher Sunamita sentiu que Eliseu era um santo homem de Deus, 2 Reis 4:9. 

Testemunho origina fama, e Jesus, a determinado tempo do seu ministério, tinha uma fama de tal ordem, fruto dos milagres de cura que operava, que não podia ser escondida: Mateus 4:24, Mateus 14:1, Marcos 3:8, Lucas 4:37, Lucas 5:15, Lucas 7:17. 

Evidente que aqueles que corriam atrás de Jesus pretendiam benefícios de cura física, mas também muitos se entregavam a Deus e o Louvavam, ajudando a aumentar a fama de Jesus. 

Também fama tinha Pedro em Atos 5:15, pois transportavam os enfermos para as ruas e os depositavam em leitos e camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro os cobrisse ao passar e os curasse. 

Da mesma forma, Paulo em Atos 19:11-12, fazia maravilhas sob o poder de Deus, de sorte que até os lenços e aventais de Paulo eram levados aos enfermos e eram curados. 

Testemunho é tão importante que, num casamento em que um dos conjugues se entrega a Deus, contribui assim para que a vida do casal e as dos seus filhos, possam ser santificadas. 

Paulo dá conselhos em 1 Coríntios 7:6-15. 

Não sendo o jugo desigual perfeito para a vida de um casal, se o descrente consente em viver desta forma, então não se apartem, diferente é se solteiro procura casar e escolhe logo à partida um jugo desigual e Paulo alerta também para estas situações em 2 Coríntios 6:14. 

Tenhamos então testemunho cristão, para podermos influenciar vidas a aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Pelo testemunho de Jesus, um ladrão crucificado com Ele, foi salvo, Lucas 23:41-43. 

Ob. Fernando Pinho

18/04/2018

FAMÍLIA NATURAL E FAMÍLIA ESPIRITUAL


Nada como o exemplo de Jesus, nosso modelo de vida.

A Bíblia descreve o nascimento sobrenatural de Jesus neste mundo e como Deus escolhera a Maria como sua mãe e que posteriormente casasse com José e Jesus fosse criado por ambos.

Aos doze anos Jesus ficou voluntariamente no Templo e aproveitou para intercambiar impressões com os escribas da lei. Os pais ficaram preocupados pelo desaparecimento de Jesus, mas ao terceiro dia o encontraram e reclamaram seu desaparecimento e Jesus surpreendo-os com a seguinte reposta, que eram duas perguntas: Porque é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios do meu Pai?

Jesus expressou uma convicção desde tenra idade. Os assuntos do Reino de Deus seriam sua prioridade. Depois deste episódio voltou com seus pais e lhes estive sujeito até os trinta anos, apreendendo o ofício do pai, a carpintaria e ajudando no sustento da família.

Quando atingiu os trinta anos saiu de casa e começou seu ministério de anunciar o evangelho. Um dia sua família natural, Maria e seus irmãos o procuraram e foram a ter com Ele a um lugar onde estava a ministrar a Palavra. Quando chegaram, avisaram a Jesus que sua mãe e irmãos o procuravam e Ele virando-se para aqueles que o seguiam, seus discípulos declarou o seguinte: Quem é a minha mãe e meus irmãos? Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Indicando com isto, que o tempo da família natural e de desenvolver uma vida em comum tinha acabado, agora toda sua atenção e dedicação estava direcionada para sua família espiritual, aqueles que recebessem o evangelho e acreditassem Nele como Senhor e Salvador.

Jesus não estava a desprezar a sua família natural, só que sua missão ultrapassava os limites do seu círculo familiar. Nossa família natural nunca deixará de ser nossa família, mas ao crer em Cristo somos introduzidos no Seu Corpo e agora os crentes em Cristo tornam-se nossa família espiritual, aquela que perdurará para todo sempre.

Só nossa família espiritual pode discernir e entender nossas convicções e opções como cristãos. Se nossa família natural não é salva, então achar-nos-á loucos ou disparatados em nossas crenças, pensando que somos fanáticos. Por isso Jesus reagiu ante sua família natural, mostrando que agora fazia parte duma família espiritual.

A Bíblia disse que eles se convertam (família natural) e não nos a eles. Nesse sentido Jesus foi claro quando declarou: Quem ama o pai, ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim.

Nunca devemos deixar de fazer a obra de Deus por causa da nossa família natural. Se eles se tornam obstáculo ou empecilho, devemos estar pronto para tomar decisões firmes, ainda que contrarie suas ideias. Não esqueças o natural não entende o espiritual.

Quando somos menores de idade devemos sujeição e obediência a nossos pais como o fez Jesus, mas quando chegou a hora de começar seu ministério, já era homem maduro para tomar suas próprias decisões. Jesus nunca se rebelou contra a autoridade paterna ou materna, nem contrariou a seus irmãos e irmãs. Saiu voluntariamente de casa e mantivesse firme em seu chamado, o compreendam ou não o compreendam.

Quando estava na cruz, antes de expirar, encarregou a seu discípulo João que tomasse conta da sua mãe. Nunca deixou de velar pela sua família até o último instante, mas o propósito da sua vinda estava no primeiro lugar e graças a Deus por isso, porque hoje gozamos da salvação.

Demos a atenção devida a nossa família natural, mas entendamos que agora fazemos parte da família de Deus em Cristo Jesus e isso deve ser a nossa prioridade, porque convém que tratemos os negócios do Pai.

pr. Carlos Arellano

29/03/2018

NATURAL, CARNAL OU ESPIRITUAL


O apóstolo Paulo preocupava-se com as igrejas por onde passava, de tal forma que chegava a escrever mais do que uma epístola à mesma, com o único propósito de animar, corrigir, ensinar e censurar até, se preciso fosse, tudo para que ninguém se perdesse, tudo para que ainda mais almas fossem acrescentadas às igrejas, tudo para que as igrejas fossem exemplo de vida e testemunho. 

No entanto, Paulo chama a atenção para três tipos de Homem, o Natural, o Carnal e o Espiritual, em 1 Coríntios 2:14-15 e 1 Coríntios 3:1-3, para que meditemos nestes três estados e, escolhamos o melhor. 

Pode um Homem natural sentir-se bem no seio da Igreja? Normalmente não, mas se a Igreja for permissiva, já este tipo de Homem não estranha, porque o normal mesmo é que, as coisas de Deus sejam loucura para o Homem natural, loucura para o mundo. 

Ser Igreja de Deus é ser contrastante com o mundo, não equivalente, afirmações como estas devem ser refutadas; “o teu Deus é igual ao meu” ou “todas as religiões levam a Deus” 

Se nós não somos do mundo, como Jesus afirma no Evangelho de João 17:16, porque queremos imitar o mundo, ao invés de imitarmos a Deus, conforme Efésios 5:1? 

Ser Igreja é ter educação e educar igualmente os seus filhos no Amor e no Temor de Deus, algo muito importante, pois muitos problemas na sociedade de hoje e principalmente nas igrejas, são devidos à falta de educação que muitos cristãos revelam, pouco se importando com o testemunho e exemplo que estão obrigados a dar. Estes são carnais. 

Carnais eram também os cristãos referidos por Paulo em 1 Coríntios 3:1-3, pois praticavam invejas, contendas e dissensões. 

Carnais são também aqueles que, falam muito e apenas em bênçãos e prosperidade, falam em jejum mas relevam o jejum de Jesus no deserto apenas para a parte em que os anjos vieram e o serviram, Mateus 4:11. E os nãos que Jesus teve de dizer a Satanás? São irrelevantes? Não temos nós cristãos que dizer muitas vezes não ao mundo no momento e hora certa? 

Homens naturais não entram no Céu, e Carnais também não, 1 Coríntios 6:10, Gálatas 5:21, Apocalipse 21:8, Apocalipse 22:15 referem todos aqueles que ficarão de fora e não herdarão o reino de Deus. Com referências em quatro livros da Bíblia a estes Homens, não há desculpa para não conhecer. 

Já o homem espiritual é aquele cuja vida depende de Deus, é todo aquele que deixa o Espírito Santo conduzir a sua vida, é todo aquele que, tendo uma grande comunhão e intimidade com Deus, discerne as coisas de Deus, 1 Coríntios 2:15. 

Qual destes Homens és? Não o digas a mim, mas a Deus e arrependido se estás nos dois primeiros, e agradecido se fores Homem Espiritual. 

Obreiro Fernando Pinho

09/03/2018

QUARTO SECRETO


Em relação a oração há várias formas de faze-lo: orar em grupo, aquilo que chama-se comumente reunião de oração num dia específico, também quando dois ou mais irmãos marcam propositadamente para orar por algum assunto, quando está-se a ministrar a Palavra ou aconselhamento e faz-se uma oração de acordo com a situação, problema, aflição ou doença. Outra maneira é orar na reunião pública onde a maioria dos irmãos estão juntos e intercedem todos unanimes, todos de maneira concordante. 

A oração que quero chamar tua atenção nesta oportunidade é sobre aquela que fazemos de maneira pessoal, sem testemunhas, sem ninguém por perto, só tu e Deus. 

Jesus ensinou que quando orássemos entremos no nosso quarto e fechemos a porta e Deus que nos vê em secreto recompensar-nos-á em público, noutras palavras, honrará nossa vida de oração, nossa busca pessoal Dele e dos assuntos do Seu reino. O local é relativo, pode ser teu dormitório, a sala, a cozinha, a marquise, etc. Pode ser feito de manhã, tarde, noite ou madrugada, ou importante é que o façamos com coração voluntário e não por obrigação, não é um assunto de rezar o mesmo sempre, senão mas bem conversar com Deus aquilo que está em teu coração. 

Porque o quarto de oração? Porque precisamos compartir com Deus aquilo que está dentro de nós. É claro que Deus sabe o que está dentro de nós e sabe o que vamos dizer antes de abrir nossa boca. O que devemos entender é que Deus quer que nos comuniquemos com Ele, que tomemos um tempo para passar com Ele a sós. 

O próprio Jesus, apartava-se de seus discípulos e retirava-se a um lugar específico para estar com o Pai. Ele compartiu que todas as coisas que Ele fazia eram por instrução do Pai. Isto mostra uma clara dependência de Jesus para com seu Pai celestial. Agora, se Jesus fazia isso, porque nós não o faremos ou negligenciaremos algo tão importantíssimo. 

Deus responde as orações do seu povo quando reúnem-se publicamente e intercedem por algum assunto específico. Mas, Deus quer ter um tempo particular contigo irmão, irmã, para tratar dos assuntos pessoais que dizem respeito de nós e que às vezes não devem ser tratados publicamente. Há coisas que Deus quer falar contigo pessoalmente. Não te esqueças que orar é conversar, falamos com Deus e Ele fala connosco por meio da sua Palavra. 

A oração e a Bíblia estão ligadas, quando oramos, falamos a Deus e quando Deus fala connosco usa sua Palavra, também pode ser uma impressão interna que o Espírito Santo põe no nosso espírito e entendemos que procede de Deus. 

Quando temos um quarto secreto onde desenvolvemos nossa vida de oração particular, Deus encarrega-se de confirmar o que é conversado através dos nossos irmãos, pregação e inclusive circunstâncias que confirmam a resposta de Deus e mostra-nos que estamos no caminho certo. 

Tens um quarto secreto?

pr. Carlos Arellano

28/02/2018

DANIEL, O FIRME


Daniel foi um cristão firme, filho do povo israelita, da tribo de Judá, o qual foi levado cativo para a Babilónia, a maior potência da época, com demais povo.

Nabucodonosor, o rei do segundo império babilónico, mandou que aos filhos de Israel, da linhagem real e dos príncipes, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, de boa aparência e sem defeito, fossem levados para o seu palácio, e fossem mantidos com as iguarias e o vinho do rei, fossem também ensinados na língua e nas letras dos caldeus, para que ao fim de três anos fossem apresentados a ele e mostrassem as suas capacidades.

Mas Daniel propôs no seu coração não se contaminar com as iguarias nem com a porção do vinho da mesa do rei (Daniel 1:8-20)

Pelo contrário propôs ao despenseiro responsável que, não só a si mas também a Hananias, Misael e Azarias fossem dados legumes por dez dias e fossem depois testados.

E realmente estavam ao fim destes dias, mais saudáveis e mais nutridos, pelo que assim continuaram, pois Deus tinha feito com que Daniel tivesse achado graça perante o chefe dos eunucos, Aspenaz.

Ora a atitude de Daniel aqui retratada, deve ser a atitude de qualquer cristão, firme perante as ofertas do mundo, devemos resistir às iguarias que o mundo nos oferece, porque nem tudo nos faz bem e é útil e nem de tudo precisamos, lembrando as palavras do apóstolo Paulo que assim diz (Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. 1 Coríntios 6:12) 

Ao fim do tempo determinado, estes jovens foram levados à presença de Nabucodonosor e foram achados dez vezes mais doutos do que todos os magos e astrólogos do reino.

Aos filhos obedientes, Deus recompensa, e assim como aconteceu com Daniel, Hananias, Misael e Azarias, também pode acontecer contigo, se também fizeres as escolhas acertadas, pois a vida de um cristão é feita de escolhas contínuas. 

Pois assim como Deus nos criou todos diferentes, e assim como a Salvação é individual, também deves fazer e assumir as tuas escolhas (E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. 1 João 5:14,15)

A palavra nos ensina o que devemos e não devemos fazer, o que é bom para a saúde, física e espiritual, e só nos resta obedecer, ou não, pois Deus não nos obriga.

Foi dito ao povo que saiu do Egipto que se abstivesse de comer o sangue de qualquer animal (Deuteronómio 12:23), e Paulo também ensina sobre o que fazer acerca das coisas sacrificadas aos ídolos (1 Coríntios 10:28)

Cristão firme sabe que há um só Deus (Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. 1 Coríntios 8:6)

Cristão firme tem a certeza da Salvação (E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem; Hebreus 5:9)

Cristão não deve temer o mundo (E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Mateus 10:28)

Cristão deve ser praticante e não estagnado (Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Romanos 2:13)

Sejam firmes e Deus vos Honrará.

Obreiro Fernando Pinho

31/01/2018

A FAMÍLIA DE RUTE


Rute foi uma mulher moabita, a qual Deus fez ingressar na linhagem de Jesus.

O princípio da sua admissão na família judaica começa com a partida de Elimeleque, sua mulher Noemi e seus dois filhos, Malom e Quiliom, para Moabe, fugindo à fome em Belém, tendo ironicamente Belém o significado de Casa de Pão.

Antes de mais convém saber que Canaã, a Terra Prometida, já tinha passado por muitas situações de fome, Abraão e seu filho Isaque, em alturas diferentes, foram para o Egipto fugindo à fome, mas Deus tinha dito ao seu povo, através de Moisés, em Deuteronómio 11:10-17 que a Terra da Promessa era uma terra de montes e vales, e a mesma teria de depender das chuvas que o Senhor daria no tempo certo, havendo apenas uma condição, a fidelidade do seu povo a Deus.

Algum tempo depois de terem entrado em Moabe, Elimeleque morreu e os seus dois filhos casaram com mulheres moabitas, uma chamada Orfa e outra chamada Rute. Ficaram ali quase 10 anos e morreram também Malom e Quiliom, ficando assim Noemi desamparada e sem sustento.

Nem todos emigraram como fez Noemi e a sua família e muito menos casaram seus filhos com mulheres estrangeiras. Duas situações em que esta família falhou; emigrar para Moabe, inimigo do povo israelita, e casar os seus filhos com mulheres estrangeiras, algo que estava vedado pela lei mosaica.

Depois destes tristes acontecimentos, voltar a Canaã foi a opção, pois Noemi ouviu que a fome já tinha desaparecido da sua terra. 

O regresso foi precedido de uma despedida de suas noras, para que ficassem em Moabe, mas apenas Orfa ficou, enquanto Rute apegou-se de uma forma tal a sua sogra, e disse-lhe isto: o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; e voltaram as duas para Belém. 

Enquanto Noemi se lamentava da sua tragédia, Rute pôs-se ao trabalho e foi rebuscar espigas, pois estava-se na colheita das cevadas. E aconteceu que foi justamente colher no campo de Boaz, um parente próximo de Noemi.

Noemi arquitetou um plano, para que Boaz fosse o remidor de Rute, segundo a lei do Levirato (Deuteronómio 25:5-6) 

Esse plano foi cumprido integralmente por Rute, e Boaz mostrou admiração por ela, por não ter Rute ido atrás de rapazes mais jovens, mas sim, ter-se achegado a Boaz e dito que ele era o remidor. Boaz ficou encantado pela atitude de Rute e prometeu-lhe agir rapidamente, pois iria falar com alguém que era o remidor mais próximo.

O encontro de Boaz com o remidor foi no dia seguinte. Após apresentar as condições, em que o remidor teria de adquirir um terreno que Noemi venderia por não ter mais recursos, para que o terreno continuasse na família, e também redimir a Rute para suscitar descendência a Malom, o remidor não aceitou por esta última condição.

Assim, Boaz ficou livre para ser o remidor de Noemi e Rute.

Rute sempre mostrou ser mulher virtuosa, humilde e reta. Do seu convívio com Noemi e a sua família terá recebido princípios cristãos. Rute tinha o fruto do Espírito de que fala o apóstolo Paulo em Gálatas 5:22.

Sendo Rute e Noemi duas viúvas, não deixam de ser uma verdadeira família. Já as famílias que o mundo quer fazer prevalecer, dois homens ou duas mulheres, cuidando de filhos quer de um quer de outro ou ainda adotados, não são de aceitar.

O remidor Boaz tomou Rute como noiva gentia e enriqueceu-a financeiramente; 

Cristo também tomou uma noiva gentia (a Igreja), a qual enriquece espiritualmente.

Algumas ações de Boaz podem ser comparadas às de Cristo.

Rute e Boaz vão mais além do que uma bela história de Amor; representam uma história de Providência, de Graça e de Vida Eterna. Antecipam também a remissão operada por Jesus Cristo em nós.

Obreiro Fernando Pinho


03/01/2018

A HUMILDADE


A humildade é uma virtude, uma qualidade que valoriza e dignifica aquele que a possui.

Encontrar alguém humilde nos dias de hoje não é fácil, tendo em conta os padrões do mundo, mas quando se encontra, valoriza-se, aprecia-se, e estranha-se até.

Nos tempos de Jesus também havia pessoas humildes e outras que nem tanto. 

Analisemos a atitude de um leproso, descrita em Marcos 1:40-42 “E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me.
E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.
E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.”

Nos pormenores descritos no Evangelho de Marcos, ressaltam dois, relativos ao leproso, primeiro pôs-se de joelhos e segundo, concedeu ao Mestre a decisão de o curar, não tendo ele, pela leitura, quaisquer dúvidas quanto ao poder de Jesus.

Este homem tinha lepra, a doença mais temida, impura e mortífera da época, a qual fazia a carne apodrecer através de chagas horríveis e purulentas.

Este homem sofria dores terríveis e a cada dia via a morte mais perto, para além da exclusão social que esta doença causava, mas mesmo assim, não exigiu cura, apenas reconheceu em Jesus, Aquele que o podia libertar.

E Jesus o libertou, com estas simples palavras: “Quero, sê limpo.”

E com estas palavras maravilhosas, de misericórdia, de compaixão, Jesus mostrou a diferença de quem não é deste mundo.

São vários os relatos de homens leprosos na bíblia, incluindo também uma mulher, Miriã, e tiveram cura aqueles que se aproximaram de Jesus, mesmo que não voltassem atrás para agradecer.

Já no AT, vemos outro caso, o de Naamã (2 Reis 5:1), o qual contrastava com o relato anterior, pelo fato de ser um homem poderoso, era o capitão do exército do rei da Síria, homem valoroso, lutador e, não era discriminado como o anterior.

Todo o seu incómodo residia apenas o fato de ter lepra, e isso não o fazia feliz.

Mas o fato de ter como sua escrava uma menina levada de Israel, e um rei apostado em ter o seu capitão de sã e perfeita saúde, levou Naamã até às portas do profeta Eliseu, o qual lhe ordenou que se lavasse sete vezes no rio Jordão e isto foi encarado por Naamã como um insulto, um ultraje, pois afirmava ele, ter dois rios na sua terra melhores que toda a água de Israel e, além disso, ter de mergulhar sete vezes era esquisito, parecia-lhe absurdo, não encaixava! 

Depois de muito instado pelos seus servos, anuiu finalmente, e quando a humildade tomou conta de Naamã, mergulhou, obedeceu e Deus o curou. 

Foi um Naamã transformado, não apenas e só curado de lepra, que veio agradecer a Eliseu.

Vemos aqui dois casos de homens leprosos, o primeiro, tudo o indica, um homem simples e humilde, o segundo, um homem poderoso e arrogante, mas qualquer deles necessitando de cura, de salvação, homens tais como nós, uns mais humildes, outros mais arrogantes, mas todos leprosos e precisando de intervenção divina.

Mas é quando nos humilhamos que recebemos essa intervenção. 

A nossa vida precisa da intervenção de Jesus Cristo, o nosso Salvador e Libertador.

Sejamos humildes: (Provérbios 22:4) “O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida.”

Ob. Fernando Pinho

28/12/2017

A IDOLATRIA É UMA ABOMINAÇÃO PERANTE DEUS


A idolatria é uma abominação perante Deus (Ex 20:3-5), e cega com¬pletamente o ser humano em relação às coisas espirituais.

-Após a morte de Josué (Jz 2:8), Israel ficou sem um líder nacional (Jz 17.6; 18.1; 19.1; 21.25), pelo espaço de quase quatrocentos e cinquenta anos (Atos 13:20).

-As tribos mostravam-se independentes e “cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos”. Esta era a frase que melhor descrevia o sentimento do povo Israelita.

Deus quis também provar o seu povo, para ver como reagiria, vivendo no meio de povos hostis e idólatras, os quais deveriam ser subjugados e não imitados na sua idolatria.

E começa assim o tempo dos Juízes:
“E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.

Então fizeram os filhos de Israel o que era mau aos olhos do Senhor; e serviram aos baalins.” (Juízes 2:10,11)

-Mica era efraimita.

-A idolatria reinante na nação ha¬via contaminado a casa de Mica.

-Roubou sua mãe. Ainda era uma quantia razoável, ou seja, 1.100 moedas de prata.

-O mais lamentável ainda é que, ao devolver o dinheiro o qual furta¬ra de sua mãe, Mica foi elogiado por ela como se fosse abençoado pelo Se¬nhor. Os pais devem corrigir seus filhos.

-Sua mãe mandou fazer imagens. Além de não repreendê-lo pelo roubo, e ter tomado o nome do Senhor em vão, sua mãe disse-lhe que guardava aquele dinheiro para fazer duas imagens, uma de escultura e outra de fundição, a fim de presentear seu filho. O maior tesouro que os pais podem dar aos filhos é criá-los no caminho do Senhor (Pv 22.6; Ef 6.4)

-Mica teve uma casa de deuses na sua própria casa, ou conforme outras traduções, um santuário ou uma capela!

Para além das imagens que sua mãe tinha mandado fazer, fez também um éfode e terafins/ídolos e ainda consagrou um de seus filhos (errado, pois era efraimita) para que fosse sacerdote!

-Entretanto, um levita, da tribo de Judá, peregrinava por ali, buscando comodidade, conveniência, bem-estar.

-Aceitou ficar, e foi consagrado por Mica no ofício de sacerdote (errado segundo Nm 8:24), pensando que assim conquistaria os favores de Deus.

O levita era um aventureiro, não podia ser separado, pois era moço, as funções sacerdotais só poderiam ser exercidas a partir dos vinte e cinco anos de idade, não pas¬sou pelo processo público exigido para a purificação e consagração pelo sumo-sacerdote, não era da fa¬mília de Arão, etc.

- Entretanto a tribo dos danitas buscava para si herança para habitar, (Juízes 18:1), e passou por casa de Mica uma delegação de 5 homens valorosos, os quais reconheceram o levita. Parece que este levita já era conhecido de outro campo!

-Os danitas passaram mais tarde pela casa de Mica e levaram todas as imagens e deuses ali existentes, e também o sacerdote, para o local a que se destinavam (Jz 18.15-21)

-O levita aceitou com alegria o novo cargo, pois não passava de um assalariado, um religioso a soldo, sem qualquer tipo de vocação e levou consigo também os ídolos e os apetrechos sacerdotais. Infelizmente hoje também há “religiosos” deste género, assalariados a soldo, encarando o trabalho para Deus como um emprego, e os quais mancham o nome da Igreja de Deus.

-Mica, apesar de apoiado pelos seus vizinhos, não teve sucesso na revogação desta mudança “E os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem de escultura; e Jônatas, filho de Gérson, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até ao dia do cativeiro da terra.” (Juízes 18:30)

- Nós cristãos, também não devemos ser fãs de um cantor ou pregador bem-sucedido, pois esta é uma forma velada de idolatria também condenada pelo nosso Deus. É uma dádiva que surjam homens assim mas não os idolatremos.

-Vivamos de tal modo que não tenhamos algum ídolo feito pelos ho¬mens, e nem pelo nosso coração, ten¬do apenas Jesus Cristo como centro de toda a nossa atenção, Ele é que é o nosso Salvador eternamente, só Deus é digno de toda a adoração e toda a Glória.

Deus vos Abençoe

Ob. Fernando Pinho

21/12/2017

JOSÉ VI


José encontrava-se agora numa nova e vantajosa posição, tinha-se tornado o segundo a seguir a Farão, rei do Egito. A sua habilidade administrativa levou a que Egito se preparasse para os anos de fome e escassez e toda a nação foi poupada de morrer e muitas nações vizinhas acudiam a ele para procurar alimento.

Jacó enviou a seus filhos a Egito para que procurassem alimento para que não morressem, sem imaginar que seu filho amado José estava ainda vivo. Quando os irmãos de José chegaram ante ele, não o reconheceram, mas José sim.

José deu-lhes uma lição, não tanto para punir-lhos, senão mas bem para testar se o coração deles continuava mau. Foram humilhados e José não contendo mais suas emoções, se revelou a eles, deixando-os espantados.

Toda a família, incluindo o pai Jacó foi acolhida e protegida por José, o qual entendeu que Deus o tinha preservado e guardado para esse momento, a fim de salvar aos seus e continuar o propósito de tornar-se uma nação tão numerosa como as estrelas do céu, conforme Deus tinha prometido a Abraão, Isaque e Jacó.

Deus sabe muito melhor que nós como fazer as coisas e que resultem em bem.

Jacó morreu em paz e rodeado de seus filhos aos quais abençoou e toda essa geração gozou da abundância e prosperidade do Senhor e começaram a multiplicar-se na terra de Egito.

Mas o princípio que quero chamar tua atenção em toda esta história é a atitude de José em relação a seus irmãos, a exceção de Benjamim, os quais foram maus para com José, já que o maltrataram e o venderam como escravo, com o intuito que morresse nesse processo, longe deles, porque o invejavam e odiavam por ser o favorito do seu pai.

José não tomou vantagem de sua nova posição, bastava dar uma ordem e seus irmãos podiam se tornar escravos ou ser executados, mas, José decidiu perdoar e esquecer as ofensas dos seus irmãos de sangue.

Em vez de punir-lhos, os salvou juntamente com suas famílias, esposas, filhos, netos. Procurou o bem de seu pai, para que vive-se confortavelmente os últimos dias da sua vida e não assistindo a destruição da sua família.

José foi bom, porque cobriu as faltas dos seus irmãos. O mesmo devo fazer, porque como ser humano e inclusive como cristão, as pessoas nos ofendem e devemos perdoar, assim como elas devem perdoar-nos quando nos ofendemos.

Deus ensina-nos que se perdoamos a aquele que nos ofende, então Ele perdoar-nos-á quando pedimos perdão, mas não haverá perdão de parte de Deus, senão perdoamos a quem nos ofende.

Aprendamos com José a ser misericordiosos e perdoadores. 

pr. Carlos Arellano

05/12/2017

15 ANOS A ANDAR COM DEUS


Este ano fazemos 15 anos de existência como Comunidade Cristã de Murtosa e damos graças a Deus por isso.

Em tudo tempo, Deus permaneceu fiel ao nosso lado e cremos que permanecerá da mesma forma sempre enquanto Sua igreja permanecer na Terra.

Em todos estes anos vimos a mão do Senhor obrando em nós e através de nós para anunciar Seu reino as vidas que se atravessaram e atravessam no dia-a-dia.

Como todo percurso na vida e a Comunidade não foge a regra, passamos por momentos bons e alguns menos bons, mas o Senhor guio-nos e ajudo-nos a superar os desafios e dificuldades que surgiram diante de nós.

Aqui estamos, 15 anos depois, com o mesmo espírito e ânimo do princípio, prontos a fazer a vontade do Pai, ensinando as verdades do Evangelho com a bendita ajuda do Espírito Santo.

O Domingo 10 de Dezembro às 10 Horas celebrar-se-á o Culto de Ação de Graças, onde agradeceremos a Deus pelos 15 anos de vida como Comunidade Cristã de Murtosa.

Ficas cordialmente convidado(a) para estar connosco nesse dia e às vezes que quiseres, porque as portas da Comunidade sempre estarão abertas para receber a todo aquele(a) que busca a Deus de todo coração, com fome e sede da Sua Palavra Viva.

Um grande abraço em Cristo!

Pr. Carlos Arellano

29/11/2017

DAR E RECEBER



Dar e receber! Há uma lei instituída por Deus, segundo a qual o princípio para se receber é dar. O receber não existe sem o dar! E muitas vezes damos e devemos dar sem esperar receber. Dar e sempre, com alegria, com coração aberto.

Dar não é só e apenas monetariamente, mas também dar conforto, dar apoio, dar solidariedade, dar comida, dar vestuário, dar amor, este qual, é o maior dos mandamentos.

Podemos, em várias passagens bíblicas, ver os diversos aspetos desta troca, dar e receber.

Em Lucas 6:31-38 lemos, “E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também. E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.

E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.

Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.

Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.

Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.

Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Façamos assim aos outros, como esperamos que façam a nós.

“A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.” Uma lição sobre dar e receber que extraímos de, (Provérbios 11.24,25)

“Mais bem-aventurado é dar que receber.” Palavras de Jesus citadas por Paulo em, (Atos 20.35) e que devem traduzir a nossa ação cristã. 

A viúva de Sarepta foi obediente e, “Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias.” (1 Reis 17.15-16)

Sem a intervenção de Deus, o qual enviou Elias, esta viúva e seu filho iriam morrer de fome.

Também sobre Ana, uma mulher de oração, “Eli abençoava a Elcana e a sua mulher e dizia: O Senhor te dê filhos desta mulher, em lugar do filho que devolveu ao Senhor. E voltavam para a sua casa. Abençoou, pois, o Senhor a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do Senhor.” (1 Samuel 2.20,21)

Ana deu e recebeu, mais do que deu. Deu o seu primeiro filho Samuel e recebeu três filhos e duas filhas!

Simão Pedro, após uma noite de pesca infrutífera, deu o seu barco emprestado para Jesus e recebeu depois tanto peixe que deu para encher e quase pôr a pique dois barcos, “Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique.” (Lucas 5.4-7)

O apóstolo Pedro era o que tinha mais coragem para se dirigir ao Mestre, questionando-o, mesmo que dissesse disparate, “Então, lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.” (Mateus 19.27-29)

Recompensa melhor podemos esperar? 

Deus vos possa Abençoar e dirigir as vossas Vidas



ob. Fernando Pinho

21/11/2017

JOSÉ V


Apesar de José haver interpretado os sonhos do copeiro-mor e do padeiro-mor, o qual só foi favorável ao primeiro, José foi esquecido rapidamente e a vida de prisioneiro continuou.

Como disse anteriormente, a Bíblia revela um José que nunca murmurou contra Deus pela sua situação, pelo contrário continuou servindo na prisão a seus próximos. Uma coisa descobriu José: a capacidade de interpretar sonhos.

Passaram-se dois anos e o Farão teve dois sonhos que o deixaram perturbado e procurou ajuda entre seus sábios e adivinhos, mas ninguém lhe elucidava sobre o significado dos sonhos. Foi então, que o copeiro-mor lembrou-se de José e como lhe havia interpretado seu sonho e o Farão mandou chamá-lo.

Tudo tem seu tempo debaixo do sol e o tempo de José tinha chegado. Pode-se ter uma ou várias capacidades providas por Deus, mas Ele sabe quando é o melhor momento para ser usadas para Sua glória e benefício de nosso próximo. Deus queria usar a José para preservar a sua família e o povo hebreu que derivaria dela. José era um instrumento de salvação, sem que ele entendesse tudo por aquilo que estava a passar.

José ante Farão deixou bem claro como o fez Daniel séculos mais tarde que a sua capacidade era por causa de Deus, ao qual nada lhe é oculto e conhece todos os mistérios da vida e os dá a conhecer a quem Ele quer conforme seus propósitos.

Devemos ser como José, servir aos outros com nossos dons e capacidades. Haverá momentos e oportunidades que essas capacidades serão de utilidade dentro dos planos do Senhor. Vivamos cada dia servindo a Deus e ao nosso próximo e se nalgum momento Deus quer usar-nos de maneira especial, seremos guiado e instruídos pelo Espírito Santo o qual nos revela todas as coisas.

José interpretou os sonhos de Farão e ele entendeu que foi mesmo Deus quem estava no assunto e que era vital fazer algo e chegou a conclusão que José seria a pessoa indicada para cuidar de todo.

José em todos esses anos que esteve em Egito teve uma escola que o foi preparando para este momento, foi administrador da casa de Potifar e administrador da prisão e agora se lhe abriu a possibilidade de ser administrador duma nação que enfrentaria sete anos de abundância e sofreria sete anos de escassez e fome. José era a pessoa certa para esse momento da história de Egito, as nações circunvizinhas e sua própria família.

Não posso garantir-te de que Deus está trabalhando contigo para preparar-te para algo grande e destacado para tua vida que te fará famoso. O que se posso garantir-te é que se és uma pessoa fiel e obediente a Deus, seja onde estejas neste momento, surgirão oportunidade onde teu dom ou capacidade dada por Ele será usada por Ele e será de bênção para os teus e até vidas que tu nem conheces.

Não desesperes! Todo tem o seu tempo determinado debaixo do sol!

pr. Carlos Arellano

40 ANOS

Moisés é o homem dos 40 anos. Foi criado no seio dos egípcios como um deles (Atos 7:22) até aos 40 anos. Foi levado ao deserto à ...